O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, afirmou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia está bem encaminhado e disse estar otimista quanto à sua conclusão.
“(O acordo) é muito importante para Mercosul, União Europeia e comércio global (…) No momento de guerras, conflitos, geopolítica instável e protecionismo, será o maior acordo do mundo”, disse durante coletiva de apresentação dos dados da balança comercial de 2025.
A missão dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo Alckmin, é de diálogo, negociação e fortalecimento do multilateralismo e livre comércio.
A expectativa era de que o acordo fosse assinado no dia 20 de dezembro durante a 67ª Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, mas a ausência de consenso entre os países europeus adiou a conclusão do tratado após 25 anos de negociações.
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Alckmin afirmou ainda haver otimismo quanto à conclusão de novos acordos em 2026. Segundo ele, o governo trabalha para avançar no acordo entre o Mercosul e os Emirados Árabes Unidos e em um aumento das preferências tarifárias com Índia, México e Canadá, que não configuram acordos comerciais integrais.
“Você tem preferência para vender para mim esses produtos listados e eu tenho preferência para vender para você. Não é acordo comercial total”, explicou o vice-presidente.
Em relação ao desempenho da balança comercial no ano passado, Alckmin destacou que o aumento do volume das exportações, de 5,7% em 2025 ante 2024, representa mais do que o dobro previsto para o crescimento global – que é de 2,4%, de acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC). “Isso mostra boa resiliência e boa competitividade dos produtos brasileiros”, disse.
Alckmin mencionou que a Argentina registrou o maior crescimento por país nas exportações brasileiras em 2025, com avanço de 31,4%, puxado pelo desempenho do setor automotivo.