
O acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que deve ser assinado neste sábado (17/1), no Paraguai, deve elevar a competitividade da fruticultura brasileira no mercado europeu, com a redução gradual das tarifas de importação. A avaliação é da International Fresh Produce Association (IFPA).
Atualmente, a fruta brasileira enfrenta uma média de 10% de imposto para entrar no mercado europeu, percentual que varia conforme o produto — cerca de 8,8% para o melão e até 14% para a uva. Concorrentes da América Central e da América do Sul, como Peru, Equador e Colômbia, já contam com isenções ou tarifas reduzidas por integrarem o Sistema Geral de Preferências (SGP) da União Europeia.
A retirada das tarifas tende a baratear os produtos brasileiros, aumentando sua competitividade, observou Luiz Roberto Barcelos, conselheiro da IFPA.
Outro ponto destacado é que a fruticultura brasileira não concorre diretamente com a produção europeia porque produz frutas tropicais que não são produzidas na Europa e as frutas são exportadas na época de entressafra da produção europeia.
A Country Manager da IFPA, Valeska de Oliveira Ciré, ressalta ainda que “a desgravação não é só tarifa menor, é um convite para o Brasil jogar o jogo global com estratégia. Quem se preparar agora — com rastreabilidade, padrão e agenda comercial — vai transformar calendário de redução em contratos e market share”.
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A avaliação corrobora análise da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas) divulgada na semana passada.
Atualmente, a taxa de importação de uvas varia de 8% a 14%. “A partir do momento em que a tarifa de importação for zerada para exportadores brasileiros, estaremos em situação mais justa em relação aos produtores da África do Sul, Chile Peru e Estados Unidos, que já não pagam esse imposto. Outras frutas, como melancia e melão, terão suas tarifas zeradas dez anos após o acordo entrar em vigor”, observou o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho.






