O agronegócio familiar sempre teve papel central na produção de alimentos no Brasil. Segundo o Censo Agropecuário de 2017, a agricultura familiar abrange aproximadamente 67% das pessoas ocupadas com atividades agropecuárias no Brasil. Responsável por grande parte do abastecimento interno, ele carrega tradição, conhecimento prático e forte vínculo com a terra.
Mas, enquanto da porteira para fora o setor bate recordes, da porteira para dentro, muitas famílias ainda gerenciam milhões de reais com base apenas na memória ou no tradicional “caderninho” de anotações.
Essa lacuna de gestão tornou-se o maior risco para a agricultura familiar moderna. Para Adroaldo Weisheimer, CEO da PHW HOLDING e especialista em gestão estratégica no agronegócio, a digitalização deixou de ser “coisa de multinacional” e virou ferramenta de sobrevivência para o pequeno e médio produtor.
“A tecnologia trouxe para o produtor rural algo que antes era difícil de alcançar: controle total da operação, da produção ao financeiro”.
“O produtor rural é excelente em produzir, entende a terra como ninguém. Mas o mercado mudou. Com a volatilidade dos preços dos insumos e do câmbio, não dá mais para gerir a propriedade pelo retrovisor. Quem não tem dados em tempo real, está voando às cegas”, alerta Adroaldo Weisheimer.
O mito da Produtividade vs. Lucratividade
Planilhas digitais, softwares de gestão e monitoramento de custos passaram a fazer parte da rotina de muitas propriedades familiares. Com isso, o produtor consegue acompanhar despesas, calcular margens por cultura e prever cenários com maior precisão.
“O produtor que conhece seus números consegue negociar melhor, planejar a safra com mais segurança e evitar surpresas no caixa”, explica o CEO da PHW Holding.
Um dos pontos centrais levantados por Adroaldo Weisheimer é a diferença entre produzir muito e lucrar muito. Muitas vezes, o produtor busca o recorde de sacas por hectare, mas não percebe que o custo para atingir aquele teto corroeu toda a margem de lucro.
“A tecnologia traz a verdade nua e crua: quanto custou cada metro quadrado plantado? Onde está o gargalo? Às vezes, o sistema mostra que é mais rentável produzir menos, mas com custo controlado, do que tentar uma supersafra a um custo proibitivo. O ‘feeling’ não mostra isso, só os dados”, explica.
Tradição blindada pela inovação
Ao contrário do que se pensa, o avanço tecnológico não apaga a história da família. Ele a protege. A experiência de gerações, que conhece cada palmo de terra, agora é potencializada pela precisão dos dados.
“Investir em gestão digital é a forma mais segura de honrar o passado e garantir que a propriedade continue na família por mais 50 ou 100 anos. Quando o filho vê que a fazenda funciona como uma empresa moderna, com tablets, drones e gestão inteligente, ele vê futuro ali”.
“A digitalização profissionaliza o negócio e facilita a passagem de bastão. A enxada pode ter mudado, mas o amor pela terra continua o mesmo, agora, com muito mais inteligência estratégica”, finaliza Adroaldo Weisheimer.
Sobre Adroaldo Weisheimer
Adroaldo José Weisheimer atua na convergência entre dois dos setores mais vitais da economia: o agronegócio e o desenvolvimento imobiliário. Sua gestão é focada na maximização de resultados através da tecnologia e da eficiência operacional, transformando terras e empreendimentos em vetores de crescimento sustentável e rentabilidade.
Com uma trajetória marcada pela gestão estratégica de ativos de alto valor, Adroaldo Weisheimer é formado em Administração de Empresas pela Unilogos University, na Flórida, Adroaldo traz uma perspectiva internacional para a liderança da PHW Holding