
A discussão sobre a implantação da tarifa zero nos ônibus urbanos voltou ao centro do debate político em Fortaleza e em Brasília. A proposta, que prevê passagens de graça para a população, é considerada prioridade pelo governo federal e começou a avançar formalmente no Congresso Nacional. Uma comissão especial foi criada na Câmara dos Deputados para analisar o projeto, que está sendo estudado pelos Ministérios das Cidades e da Fazenda.
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A expectativa é que o debate sobre a tarifa zero nos ônibus de Fortaleza avance ainda este ano. Nos bastidores, a capital cearense trabalha para se posicionar como uma das primeiras do país a implementar o modelo, caso haja viabilidade financeira e respaldo jurídico. A proposta integra uma agenda mais ampla do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende políticas de mobilidade urbana com foco na inclusão social.
A Prefeitura de Fortaleza pretende buscar apoio federal para viabilizar o custeio do sistema. Segundo a gestão municipal, a implantação da gratuidade universal exige planejamento e garantia de recursos permanentes, para que não haja prejuízo à qualidade do serviço.
De acordo com George Dantas, presidente da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), o cenário é favorável. Ele destaca que a Região Metropolitana já conta com experiências consolidadas de gratuidade e que há alinhamento entre os governos municipal, estadual e federal. “Existe todo um cenário favorável para que Fortaleza seja a primeira capital do país a implantar a tarifa zero. Temos um sistema organizado e municípios vizinhos que já adotaram a medida”, pontuou.
Experiência na Região Metropolitana
Em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, a tarifa zero já é realidade. O município adotou o passe livre integral, e a medida tem impacto direto no orçamento das famílias. Para muitos moradores, a economia mensal representa a possibilidade de investir em alimentação, saúde ou educação.
A dona de casa Irismar de Sousa relata que, após a implantação da gratuidade, passou a circular com mais frequência pela cidade. Já a estudante Evelyn Pereira destaca que, antes da medida, precisava arcar com duas passagens apenas no trajeto de ida para a faculdade, o que comprometia boa parte do orçamento. Segundo ela, o gasto mensal chegava a aproximadamente R$ 200.
Atualmente, Fortaleza tem cerca de 2,6 milhões de habitantes e aproximadamente 550 mil usuários de ônibus. A estimativa é que o custo mensal da gratuidade universal fique em torno de R$ 35 milhões. O valor exigiria novas fontes de financiamento, que podem incluir subsídios federais, receitas municipais ou modelos alternativos, como fundos específicos para mobilidade.
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Tarifa zero nos ônibus de Fortaleza
Apesar do avanço das discussões, ainda não há uma data definida para que a população tenha passagens de graça em Fortaleza. A implantação depende da aprovação da proposta no Congresso Nacional, da definição do modelo de financiamento e da formalização de parcerias entre os entes federativos.
Se o projeto avançar em 2026, Fortaleza pode se tornar pioneira entre as capitais brasileiras na adoção da tarifa zero. Até lá, gestores, parlamentares e usuários acompanham de perto o debate, que pode transformar de forma estrutural a mobilidade urbana e ampliar o acesso ao transporte público na capital cearense.
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