Uma forte queda acentuada voltou a tomar conta dos preços do cacau na bolsa de Nova York. Os lotes da amêndoa para maio terminaram a sessão desta sexta-feira (27/2) em queda de 5,71%, a US$ 2.888 a tonelada
De acordo com análise do site Mercado do Cacau, desde o dia 8 de janeiro, a cotação da commodity despencou mais de 50%, saindo de cerca de US$ 6.300 para US$ 2.980.
Os fundamentos de baixa para as cotações permanecem os mesmos: maior previsão de oferta, redução da demanda e ainda vendas travadas nos principais produtores mundiais, Costa do Marfim e Gana.
Segundo a publicação, esse movimento de queda nos valores futuros do cacau tem chamado a atenção de produtores, investidores e analistas do setor.
“A grande dúvida agora é se o mercado já atingiu o fundo do poço ou se novas quedas ainda podem ocorrer”.
Ainda segundo o site, analistas de mercado apontam que a resistência (limite de alta) para o contrato de maio está na faixa entre US$ 3.300 e US$ 3.500, enquanto os principais pontos de suporte (limite de queda) aparecem entre US$ 2.750 e US$ 2.500.
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Café
Seguindo a tendência de queda na bolsa de Nova York, o café voltou a recuar. Os lotes que vencem em maio tiveram baixa de 0,55%, a US$ 2,8075 a libra-peso.
Prevalecem no mercado fatores como boas previsões de safra para grandes produtores globais, em função de um clima mais estável para as lavouras, com destaque para o Brasil, maior produtor e exportador de café arábica do mundo.
Açúcar
O açúcar demerara se desvalorizou em Nova York. Os papéis para maio fecharam em queda de 0,43%, a 13,89 centavos de dólar por libra-peso.
Suco de laranja
Após uma alta de mais de 4% na sessão da véspera, o suco de laranja despencou na bolsa de Nova York. O contrato para maio fechou em baixa de 2,73%, cotado a US$ 1,8150 por libra-peso.
Algodão
O preço do algodão subiu de forma tímida na bolsa de Nova York. O contrato para maio registrou alta de 0,38%, para 65,61 centavos de dólar por libra-peso.