O preço da soja avançou na bolsa de Chicago, e a tendência é que se mantenha em patamares elevados, com o mercado atento aos fatores de demanda. Nesta quarta-feira (25/2), os papéis da soja para maio tiveram alta de 0,84%, negociados a US$ 11,65 o bushel.
De acordo com Daniele Siqueira, analista da AgRural, a soja já registrou alta de 11% na bolsa desde janeiro. Segundo ela, essa movimentação aconteceu mesmo com o Brasil, maior produtor e exportador, colocando uma grande safra no mercado no momento.
“É um movimento de alta muito robusto e que acontece pela expectativa de que um acordo EUA-China no início de abril resulte em aumento das compras de soja americana pelos chineses”, disse.
A analista acrescenta que o tom positivo para as cotações também vem das discussões sobre novas regras no uso de biocombustíveis nos EUA, e ainda do dólar desvalorizado no cenário externo, que tende a aumentar o apetite dos investidores por ativos de maior risco, como a soja.
Milho
O preço do milho registrou leve alta em Chicago. Os contratos para maio avançaram 0,80%, para US$ 4,42 o bushel.
De acordo com Daniele Siqueira, não há motivo para o milho registrar movimentos bruscos de preços na bolsa.
“Os EUA estão muito bem abastecidos e exportando em ritmo forte, mas que não é mais novidade. Mesmo com a expectativa de área menor na safra 2026/27 dos EUA não há sinalização de estoques apertados por lá”, destacou Siqueira.
Ainda de acordo com ela, como não há grandes preocupações com a safra de milho na América do Sul, o preço fica em uma zona “confortável” na bolsa, num patamar que varia entre US$ 4,35 e US$ 4,45 nos últimos pregões.
Trigo
O dia foi de queda para o preço do trigo em Chicago. O contrato para maio de 2026 fechou em baixa de 0,61%, a US$ 5,6975 o bushel.