
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta semana, durante encontro com empresários em São Paulo, que a sigla vai atuar no Congresso Nacional para barrar o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 — modelo em que o trabalhador tem apenas uma folga por semana. A declaração foi dada durante um evento.
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Durante o encontro, Valdemar classificou a proposta como “uma bomba para o país”. Segundo ele, a medida pode agravar as dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo. “Não é fácil para o país, não é fácil para os empresários que já reclamam dos nossos impostos e tudo mais”, afirmou. O dirigente avaliou ainda que haverá forte pressão para que o projeto não avance na Câmara dos Deputados.
Apesar disso, o presidente do PL reconheceu que o tema tem apelo popular e pode constranger parlamentares em ano pré-eleitoral. “É difícil um cidadão que é candidato a deputado federal ou a senador votar contra o fim da escala 6×1, mas nós vamos trabalhar para não deixar votar”, declarou. “Nós vamos trabalhar para isso, para não prejudicar o país”, completou.
A proposta é uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 2026. O Palácio do Planalto sinalizou que está disposto a negociar ajustes no texto. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou que o partido aceita discutir uma escala 5×2, sem redução salarial e com limite de 40 horas semanais. O texto original previa jornada máxima de 36 horas.
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O setor empresarial, por sua vez, tem se mobilizado contra a proposta. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou levantamento indicando que a redução da jornada para 40 horas semanais pode elevar o custo da folha salarial das empresas entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano. Frentes parlamentares ligadas à indústria, comércio e serviços também foram acionadas para fazer oposição ao texto.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) também criticou a tramitação da matéria. O presidente-executivo da entidade, Paulo Solmucci, afirmou que discutir o fim da escala 6×1 em 45 dias representa “oportunismo eleitoral” e defendeu um debate mais aprofundado. Por outro lado, empresas que já adotaram o fim da escala 6×1 relatam aumento de produtividade, redução de faltas, menos afastamentos por doença e diminuição de pedidos de demissão, embora setores específicos temam queda na produtividade e aumento do desemprego.
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