
A discussão sobre a implantação da tarifa zero nos ônibus urbanos ganhou força em Fortaleza e em Brasília. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, criou uma comissão especial para analisar a proposta, considerada prioridade pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está sendo estudada pelos Ministérios das Cidades e da Fazenda. A expectativa é que o debate avance ainda este ano, com Fortaleza buscando se tornar uma das primeiras capitais a implementar a medida.
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O prefeito Evandro Leitão afirmou que pretende discutir a questão diretamente com o presidente e busca apoio federal para viabilizar o projeto. “Existe todo um cenário favorável para que Fortaleza seja a primeira capital do país a implantar o tarifa zero. Já temos uma região metropolitana com três municípios que contam com gratuidade, um sistema de transporte coletivo organizado e alinhamento entre governos estadual e federal”, disse George Dantas, da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), empresa responsável pelo gerenciamento do transporte urbano na capital.
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Benefícios e desafios do projeto
Em Caucaia, na Região Metropolitana, a tarifa zero já é realidade e tem impacto direto no orçamento das famílias. A dona de casa Irismar de Sousa comentou: “Depois que tive esse passe livre, estou batendo perna agora para todo canto do mundo”. A estudante Evelyn Pereira acrescentou: “Eu faço faculdade e às vezes tenho que pagar duas passagens só da ida. Para mim, é muito caro, gasto cerca de 200 reais por mês.”
A aposentada Fátima Melo ressaltou os benefícios da gratuidade: “Iriaa melhorar bastante. Com certeza. Para quem paga a passagem, seria mais barato.” Porém, outros usuários, como a estudante Tamires Saldanha, ponderam sobre os desafios de manter o serviço: “Seria muito bom para o cidadão pegar o ônibus gratuito, mas ele precisa ser oferecido de forma que valha a pena o valor que seja pago.”
O administrador Gabriel Mardem destacou que a tarifa zero promove inclusão social e facilita o acesso à cidade, mas que a sustentabilidade financeira e a eficiência do sistema são desafios centrais. Atualmente, Fortaleza tem cerca de 2,6 milhões de habitantes e aproximadamente 550 mil usuários de ônibus, com custo estimado da gratuidade em torno de R$ 35 milhões por mês.
Enquanto o debate segue, gestores e usuários acompanham de perto a proposta, que pode transformar a mobilidade urbana na capital cearense, ampliando o acesso ao transporte público e promovendo maior equidade social. A implantação ainda depende de garantias de recursos permanentes e planejamento técnico para manter a qualidade do serviço.
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