
As unidades de saúde de Fortaleza registram aumento expressivo de atendimentos por doenças respiratórias, especialmente entre crianças menores de cinco anos. Lidiane Lima, operadora de caixa, levou a filha à emergência do Hospital Infantil Albert Seib nesta terça-feira, após perceber que o tratamento em casa não estava funcionando.
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“O tratamento em casa não está resolvendo, então estou buscando atendimento. Pago um plano de saúde, mas também recorro ao SUS, porque pelo particular também está do mesmo jeito. Tudo, unidade de saúde, tudo lotado. Particular, SUS, tudo que é canto. Já a terceira unidade que eu ando com ela, eu vim porque já está com, desde sábado, que eu não sei o que é dormir”, contou.
Crescimento expressivo nos atendimentos
Após o carnaval, as unidades de saúde passaram a registrar média diária de mais de 900 atendimentos, quase cinco vezes a média anterior de 200 pacientes por dia em cada posto.
“Ao analisar esses dados, a gente verificou um aumento considerável dos pacientes nas nossas unidades com síndrome gripal e aí veio então a ideia de abrir os postos. No caso, começamos com 8 postos no final de semana, sábado e domingo”, explicou Riane Azevedo, secretária municipal de Saúde. Só neste ano, o município já contabilizou cerca de 30 mil atendimentos pediátricos por viroses respiratórias.
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Cuidados reforçados para bebês e crianças
A situação preocupa famílias com crianças pequenas. “A gente tem muito cuidado, tipo visita, a gente tá evitando visita em casa, tá saindo com ela só na necessidade mesmo, tipo a primeira consulta dela, fora isso. Não saímos com ela para nenhum canto, porque essa gripe está muito forte”, disse Veriane Cavalcante.
A pediatra Sara Farias alerta que os vírus mais comuns neste período são influenza, vírus sincicial respiratório e SARS-CoV-2. Ela orienta que casos leves, com sintomas como febre ou coriza nos primeiros dias, devem procurar as unidades básicas de saúde ou UPAs, evitando a sobrecarga das emergências.
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