
A manutenção das chuvas em áreas produtoras de café do Brasil seguiu ditando o tom de baixa para as cotações na bolsa de Nova York. Nesta segunda-feira (23/2), os lotes do arábica para maio fecharam em queda de 2,68%, a US$ 2,7805 a libra-peso.
Em Minas Gerais, boletim da Somar Meteorologia, publicado pela consultoria Barchart, destaca que Minas Gerais, a maior região produtora de café arábica do Brasil, recebeu 62,8 mm de chuva na semana encerrada em 13 de fevereiro, o que representa 138% da média histórica.
Também em boletim, Eduardo Carvalhaes, analista especializado no mercado de café, destacou que outras grandes áreas cafeeiras do Brasil, como Alta Mogiana e ainda no Espírito Santo, as chuvas foram abrangentes no último final de semana.
Devido às baixas recentes do arábica na bolsa, que estão atualmente nos menores patamares em quase um ano e meio, Carvalhaes ressalta que o interesse dos produtores em fechar novos negócios diminuiu ainda mais.
Suco de laranja
Em uma sessão marcada por volatilidade, o suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) cedeu na bolsa de Nova York. Os lotes que vencem em maio fecharam em queda de 2,62%, para US$ 1,650 a libra-peso.
No entanto, horas antes do fechamento, os futuros operavam em alta de 3%, com investidores tentando recuperar parte das perdas da última sexta (20), quando o suco despencou mais de 9% na bolsa.
Cacau
Os preços do cacau retomaram a trajetória de queda em Nova York depois que os futuros avançaram quase 4% na última sexta-feira (20). Na sessão de hoje, os papéis com entrega para maio fecharam em queda de 2,36%, a US$ 3.103 a tonelada.
Açúcar
O açúcar demerara fechou a sessão na bolsa de Nova York com preços em alta. Os lotes do demerara para maio subiram 0,94%, negociados a 14 centavos de dólar a libra-peso.
Algodão
Nos negócios do algodão, por sua vez, os contratos da pluma com vencimento em maio registraram queda de 0,75%, a 65,14 centavos de dólar a libra-peso.






