Mulher é morta a facadas pelo ex no interior do Ceará; homem foi preso

Uma mulher de 43 anos foi morta a facadas pelo ex-companheiro no município de Boa Viagem, no interior do Ceará, neste domingo (22). Aldecina Albuquerque foi morta na zona rural do município, com o corpo tendo sido encontrado em uma estrada na localidade de Lázaro, distrito de Guia. O suspeito foi preso em seguida.

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O homem teria assumido a autoria do crime em um áudio divulgado nas redes sociais, com a gravação agora sendo analisada pela polícia. Ele foi preso também em Boa Viagem, mas na localidade de Jantar de Baixo, no mesmo dia do crime.

Polícia Militar localizou suspeito após o crime

Segundo a Polícia Militar do Ceará (PMCE), agentes do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRAIO) foram acionados após o assassinato. De imediato, os policiais iniciaram diligências para identificar e localizar o autor do crime.

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Em seguida, a equipe do CPRAIO recebeu informações de que o suspeito estaria escondido na própria casa, na localidade de Jantar de Baixo. Ao chegar ao endereço, familiares informaram que ele havia fugido para uma área de mata nas proximidades. Diante disso, os militares realizaram buscas no matagal e localizaram o homem, que confessou o crime e alegou ter agido por ciúmes.

Logo após a abordagem, foi dada voz de prisão ao suspeito. Ele foi conduzido à Delegacia Regional de Crateús, onde foi autuado por feminicídio. O aparelho celular da vítima foi recuperado e apresentado à autoridade policial.

Mulher morta a facadas no interior do Ceará: informações podem ser repassadas via denúncias

A população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via “e-denúncia”, o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.

 

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Feminicídios no Ceará

Casos semelhantes vêm se repetindo no estado. Em Itapipoca, a empresária e influenciadora digital Ana Carolina de Sousa Silva, de 31 anos, foi encontrada morta dentro de casa. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. O episódio reforça um padrão que se repete em diferentes contextos: sinais de controle e conflitos que, quando não interrompidos, podem evoluir para um desfecho trágico.

Em Fortaleza, no bairro Jangurussu, outra mulher foi agredida com um gargalo de garrafa em plena via pública. Os episódios, segundo especialistas, não são isolados. Eles revelam uma violência que cresce, se intensifica e, em muitos casos, termina em morte.

No Brasil, o feminicídio é considerado crime hediondo, previsto na Lei do Feminicídio, que alterou o Código Penal para incluir o assassinato de mulheres por razões da condição de sexo feminino. “O crime de feminicídio é um crime de ódio contra as mulheres”, afirma Jéssica Rodrigues, advogada criminalista. “O que caracteriza um feminicídio é quando há um crime contra a vida, tentado ou consumado, contra a vida de uma mulher, em razão dela ser mulher, por ódio, vilipêndio, à condição de mulher”, explica. Antes do desfecho extremo, no entanto, há sinais que indicam a escalada da violência. A agressão fatal, segundo especialistas, raramente é o primeiro episódio.

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