
Após três altas consecutivas, os preços da soja voltaram a ceder no porto de Paranaguá (PR). Nesta sexta-feira (20/2), o indicador Cepea/Esalq registrou baixa de 0,44%, a R$ 128,49 a saca.
O dólar foi um componente importante para a movimentação da soja no mercado brasileiro. Nesta sexta, a moeda americana terminou o dia cotada a R$ 5,17, chegando ao menor valor desde maio de 2024. A fraqueza do dólar deve continuar ditando a tendência de queda para os preços, como lembrou Rodrigo Silva, coordenador de inteligência de mercado Agropecuário do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“Além de estarmos vindo de uma temporada de uma produção muito forte, existe a tendência de que o dólar permaneça em baixa. Com isso não vejo nenhum fato que possa mudar essa dinâmica atual de preços, já que o produtor no ano passado comprou seus insumos com o dólar a R$ 6 e agora se depara com esse cenário de desvalorização da moeda”, disse.
Ainda segundo ele, com as previsões mais uma boa safra para este ciclo, e aumento dos estoques de soja, é natural que o mercado mantenha essa direção de preços negativos.
Na bolsa de Chicago, os papéis da soja para maio fecharam em queda de 0,24%, a US$ 11,5325 o bushel.
A soja ainda registrou baixa na maioria das praças monitoradas pela AgRural. Em Ponta Grossa (PR) a R$ 120, redução de R$ 0,50 em relação à ontem. Em Passo Fundo (RS), a saca terminou o dia cotada a R$ 121, recuo de R$ 1. Em Primavera do Leste (MT), o valor foi de R$ 105, com forte baixa de R$ 2,50. Já em Luis Eduardo Magalhães, a soja ficou em R$ 110,50, queda de R$ 0,50.






