
O Brasil conquistou três medalhas de ouro na 10ª edição do Cacao of Excellence (CoEx), principal premiação mundial dedicada à qualidade do cacau. A classificação por medalhas das 50 amostras finalistas foi dividida em ouro, prata e bronze, e os três brasileiros ficaram no topo do pódio. A premiação foi realizada nesta sexta-feira (20/2), em Amsterdã.
Os produtores de cacau premiados no CoEx têm origem direta da 6ª edição do Concurso Nacional de Cacau Especial, organizado pelo Centro de Inovação do Cacau (CIC) em 2024. A competição brasileira funciona como uma classificatória para o júri internacional.
Esse é o terceiro ano seguido em que o Brasil tem a presença de três produtores na lista dos 50 melhores do mundo. Para esta edição, os finalistas foram escolhidos entre 191 amostras de 45 origens diferentes do mundo.
Produtores de cacau campeões em evento global realizado em Amsterdã
Divulgação
Os campeões
Cláudia Sá, produtora da Fazenda Santa Cruz, em Itacaré (BA), foi vencedora com um blend apelidado de “Encantada”, que se destaca pelas notas florais e de frutas vermelhas frescas, segundo avaliação técnica de Adriana Reis, especialista em análise sensorial do (CIC).
“Este cacau foi cultivado em um dos sistemas mais sustentáveis do mundo, a cabruca, onde o cacau é plantado sob a sombra de árvores nativas. Desta forma, nós conservamos nascentes, flora, fauna, espécies endêmicas e contribuímos para um clima mais saudável”, disse a vencedora durante a cerimônia.
Gilmar Batista de Souza, de Uruará (PA), também recebeu ouro com um blend também marcado pela presença de frutas vermelhas, descrito pela especialista do CIC “Essa medalha não é individual. Ela simboliza um país que demonstra, na prática, que é capaz de produzir amêndoas de excelência”, disse o campeão.
O terceiro ouro ficou com Leomar Silva Vieira, de Medicilândia (PA), com sua variedade “Alvorada01”. O jurado e chef confeiteiro no Reino Unido, Giacomo Pischiutti, a caracterizou como de “acidez vibrante e integrada a notas de frutas vermelhas, amarelas e nuances florais”, durante a premiação
Para Cristiano Villela, diretor científico do CIC, a vitória brasileira também celebra a eficácia de utilizar o Concurso Nacional de Cacau Especial como etapa classificatória para o concurso mais importante de cacau do mundo. “Ao se destacar no concurso nacional e no internacional, o produtor acessa oportunidades que vão muito além do troféu”, destacou Villela.
A 8ª edição do Concurso Nacional do Cacau está confirmada para 2026.






