A Arquidiocese de Fortaleza, em parceria com o CNBB Regional Nordeste 1, lançou oficialmente, no dia 19 de fevereiro, a Campanha da Fraternidade 2026. A coletiva de imprensa foi realizada no Centro de Pastoral “Maria, Mãe da Igreja”, na capital cearense, reunindo representantes da Igreja, do poder público e especialistas para apresentar o tema deste ano: “Fraternidade e Moradia”. O lema bíblico escolhido — “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14) — propõe uma reflexão profunda sobre o direito à habitação e a realidade de milhares de famílias em situação de vulnerabilidade.

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A mesa de abertura evidenciou o caráter pastoral e social da campanha, reunindo lideranças comprometidas com a promoção da dignidade humana. Participaram do encontro Dom Gregório Ben Lâmed Paixão, OSB, arcebispo metropolitano de Fortaleza; Patrícia Amorim Teixeira, assistente social e coordenadora das Campanhas do Regional Nordeste 1 da CNBB e da Secretaria Regional da Cáritas Brasileira – Regional Ceará; Giovana de Melo Araújo, promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Ceará; e Paula Emília Moura Aragão de Sousa Brasil, juíza federal em exercício na Seção Judiciária do Ceará.

Durante a coletiva, os participantes destacaram os desafios sociais e jurídicos relacionados ao acesso à moradia digna. A promotora Giovana de Melo Araújo abordou os conflitos fundiários e a necessidade de políticas públicas estruturadas para enfrentar o déficit habitacional. Já a juíza federal Paula Emília ressaltou a importância do cumprimento das garantias constitucionais e do diálogo entre instituições para assegurar direitos fundamentais.

Em sua fala, Dom Gregório reforçou que o compromisso da Igreja com a moradia digna está diretamente ligado à missão evangelizadora. Segundo ele, não é possível anunciar o Evangelho sem considerar concretamente as necessidades do povo, sobretudo dos mais pobres. O arcebispo enfatizou que a realidade habitacional desafia não apenas o poder público, mas toda a sociedade a assumir responsabilidades diante das desigualdades.

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O arcebispo também cobrou maior empenho das autoridades na implementação de políticas habitacionais eficazes, defendendo investimentos contínuos e ações concretas que garantam moradia adequada para todos. Para ele, a Campanha da Fraternidade é um chamado que vai além da conversão pessoal, exigindo compromisso social e atuação coletiva em favor da justiça.

A coordenadora Patrícia Amorim Teixeira destacou que a escolha do tema busca provocar reflexão e mobilização nas comunidades, incentivando iniciativas locais de solidariedade e incidência social. Ela ressaltou que a Igreja, por meio de suas pastorais e organismos, tem papel fundamental na articulação com movimentos sociais e instituições públicas para enfrentar a problemática da moradia.

Encerrando o evento, os organizadores lembraram que a Quaresma é tradicionalmente um tempo de oração, jejum e penitência, mas também de ação concreta. A Campanha da Fraternidade 2026, ao abordar o direito à moradia, convida fiéis e sociedade a transformarem a fraternidade em prática efetiva, promovendo dignidade e cuidado com aqueles que mais necessitam.

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