
O ex-namorado da empresária e influenciadora Ana Karolina de Sousa Silva, Anderson Renan Magalhães Freitas, transitou por diferentes endereços entre as cidades de Itapipoca e Uruburetama antes de desaparecer, segundo informações da Justiça contidas no pedido de prisão preventiva decretada contra ele. Anderson é suspeito de assassinar Ana Karolina no interior da casa dela, em Itapipoca, no Ceará, no último sábado, 14 de fevereiro, e segue foragido.
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“A reiteração de ameaças prévias, somada à violência exacerbada da conduta, evidencia risco concreto à ordem pública, justificando a custódia para cessar a periculosidade social demonstrada”, escreveu a juíza Leslie Anne Maia Campos no documento que pede a prisão do suspeito.
De acordo com as investigações, na manhã do crime, Ana Karolina retornava de uma confraternização em Paracuru e, ao entrar em sua residência, encontrou o ex-companheiro, que tinha acesso irrestrito ao imóvel. A vítima foi morta com cerca de 20 golpes de arma branca. Após o ataque, Anderson teria levado o celular da vítima e uma quantia em dinheiro, fugindo em uma motocicleta pertencente à própria Ana Karolina.
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Histórico de perseguição e controle
A família da vítima informou que Ana Karolina estava separada havia aproximadamente três meses e enfrentava um processo de divórcio marcado por conflitos recorrentes. O irmão da influenciadora relatou à TV Cidade que ela passou mais de um ano tentando encerrar o relacionamento, mas o ex-marido nunca aceitou o término.
Mesmo após deixar a residência, Anderson continuou monitorando a rotina de Ana Karolina. “Ele a perseguia por mensagem, monitorava pelas câmeras que tinha na residência e possivelmente ameaçava por mensagens”, contou o irmão. A família também confirmou que o suspeito mantinha acesso ao imóvel, com chaves e acesso às câmeras, o que pode ter facilitado a entrada no dia do crime sem sinais de arrombamento.
Feminicídio no Ceará: um problema crescente
O caso de Ana Karolina é o sexto feminicídio registrado no Ceará em 2026, conforme dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará. O crime anterior ocorreu em 7 de fevereiro, em Ipaporanga, onde Sara da Silva Marques foi morta a pauladas por duas pessoas, incluindo um adolescente de quem era madrasta.
Especialistas e autoridades destacam que a sequência de feminicídios evidencia a urgência de políticas públicas voltadas à prevenção da violência contra a mulher, além da necessidade de respostas rápidas do sistema judicial para proteger possíveis vítimas e responsabilizar os agressores.
A população de Itapipoca acompanha a investigação com preocupação. A prisão preventiva de Anderson Renan busca garantir sua localização e submissão à Justiça, evitando riscos adicionais à sociedade e reforçando a luta contra crimes de violência doméstica e feminicídios.
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