
Um hidratante labial que virou febre entre crianças e adolescentes nos últimos meses, impulsionado por embalagens chamativas e aromas e sabores que lembram guloseimas, está na lista de desejos de muitas meninas. Com Alice Krod Ribeiro, de 9 anos, não é diferente.
Leia mais:
Menina que viralizou após comprar bezerro por R$ 50 promete: ‘Não vai virar churrasco’
Após bezerro, menina compra cabrito por R$ 50 e brinca: “Vou montar uma fazenda com R$ 1 mil”
Festa de aniversário em Pernambuco viraliza com galinhas como convidadas
Moradora de Osório, no Rio Grande do Sul, ela também queria o cosmético, mas depois de ganhar R$ 50 do tio para comprá-lo, surpreendeu a família ao trocar o produto de beleza por dois patos. Quando chegou em casa com as aves dentro de uma caixa, a mãe, Silvana Ribeiro, gravou a cena e compartilhou nas redes sociais (assista abaixo).
Initial plugin text
“A Alice não é uma criança ligada a marcas e não costuma se importar com esse tipo de coisa, mas ela entrou na onda do Carmed e sempre pedia um modelo novo”, explica Silvana.
A mãe conversou com Alice e disse que era melhor guardar o dinheiro. “Falei também para usar os que tinha antes de pensar em comprar outros e sugeri que guardasse o valor para comprar algo mais para frente, deixando claro que poderia escolher o que quisesse”, lembra.
No entanto, a filha trouxe uma “surpresa” com as compras. “Nunca imaginei que fossem dois patos. Ela chegou em casa dizendo para ficar calma, daí me apavorei”, afirma Silvana.
Em entrevista à Globo Rural, Silvana completa que a compra não foi planejada. Ao passar em frente à casa de uma vizinha que cria aves, Alice pediu para vê-las e se encantou pelos patos. Como estava com os R$ 50 no bolso, negociou os animais e ainda ganhou duas garnisés de brinde.
Alice
Foto: Arquivo pessoal
“Osório é uma cidade pequena onde todo mundo conhece a Alice. Nós trabalhamos no comércio, e ela está sempre conosco. Os donos, muito queridos, aceitaram vender os patos pelos R$ 50, e ela ainda pediu garnisés, dizendo que eram para mim e que ajudariam na limpeza do pátio. Eles prontamente colocaram todos os bichos em uma caixinha”, explica Silvana.
“Sinceramente, eu nem sei se os animais estavam oficialmente à venda. Meu irmão, que estava junto, achou linda a atitude dela negociando e deixou acontecer”, comenta.
Depois de surpreender a mãe ao chegar em casa, Alice batizou um dos patos de Carmed, em referência ao cosmético que pretendia comprar, e o outro de Bruno. Já os garnisés foram apelidados de Virgínia e Ana Castela.
“Eu achava que tinha um sapo dentro da caixa e peguei o celular para gravar a reação, mas não era. Acabei achando engraçado e nem briguei com ela”, comenta.
Os patos viraram oficialmente pets da Alice e a família já está planejando fazer um lago para as aves. “Além disso, depois que o vídeo viralizou, uma moça que tinha um patinho resolveu doá-lo, porque não estava conseguindo cuidar. Eles são muito apegados nela e fazem parte da rotina da casa.”
A paixão pelo campo e o futuro
O amor de Alice pelos animais começou cedo e ganhou ainda mais força quando a mãe ouviu de uma médica que a menina deveria ter um gato para ajudar na imunidade contra a asma, doença que a levava ao hospital com frequência.
A família, então, adotou Felícia, a gata que abriu caminho para a chegada de muitos outros bichos nos últimos seis anos: a galinha Juliete, as garnisés Virgínia e Ana Castela, a cachorra Branca, os patos Carmed, Bruno e Krod, a gata Wandinha, os coelhos Olaf, Fumaça e Ana e os porquinhos-da-índia Amendoim, Bela, Cacau, Jack, Pandora, Bola de Neve e Aurora
“A Alice faz uma chamada todos os dias para conferir cada um deles e não perder ninguém. Hoje, o sonho dela é ser bióloga e veterinária para cuidar de animais silvestres. Segundo ela, faltam veterinários que atendam porquinhos-da-índia e coelhos. A maioria só quer cuidar de cães e gatos”.
Além do desejo de cursar biologia e medicina veterinária, a gaúcha de 9 anos já decidiu qual o próximo animal entrará na lista de presença e guarda dinheiro para comprá-lo.
“Ela trabalha como babá de porquinhos-da-índia no verão. Alguns conhecidos pagam para ela cuidar quando viajam. Tudo é feito com a nossa supervisão, claro. Nós a incentivamos a juntar o dinheiro para comprar o mini porco que ela tanto sonha. Depois dos patos, acho que não preciso me preocupar muito, pois não vendem mini porcos na minha cidade”, finaliza Silvana, aos risos.






