Influenciadora morta no Ceará: ex-namorado é o principal suspeito do crime

As investigações sobre o caso de feminicídio ocorrido em Itapipoca, no Ceará, onde a influenciadora Ana Karolina Sousa foi encontrada morta, indicam que o principal suspeito é o ex-companheiro dela. Anderson Renan Magalhães Freitas, de 35 anos, está foragido desde que o assassinato foi registrado.

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) segue em buscas e diligências para capturar o indivíduo. O caso é investigado como feminicídio pelas forças de segurança e está a cargo da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Itapipoca.

O assassinato foi registrado no último sábado (14). Ana Karolina, que era influenciadora, empresária e estudante de Biomedicina, foi morta no bairro Nova Aldeota. Ela era dona de uma clínica de estética especializada em cílios, acumulando cerca de 12 mil seguidores nas redes sociais.

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Mãe de uma menina de 7 anos, ela havia iniciado recentemente o curso de Biomedicina, celebrando o momento como “o início de um sonho” em publicações nas redes. Nas redes, a mulher compartilhava detalhes da rotina profissional, mensagens pessoais e reflexões sobre maternidade, com declarações à filha. Ela também estava fazendo curso superior de Biomedicina, além da atuação como esteticista e empresária.

O caso

Ana Karolina Sousa, de 31 anos, foi encontrada morta no bairro Nova Aldeota com lesões provocadas por objeto perfurocortante, conforme informado pelas forças de segurança. Equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foram acionadas para a ocorrência. O corpo ainda apresentava lesões por espancamento.

A vítima fora vista horas antes em show de Luan Santana no Carnaval de Paracuru. O ex-marido, Anderson Renan Magalhães Freitas, é o principal suspeito – o casal estava separado há três meses, em processo de divórcio, e ele não aceitava o fim do relacionamento; ele fugiu em uma motocicleta e segue foragido.

Influenciadora morta no Ceará: informações podem ser denunciadas à polícia

A população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85)3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via “e-denúncia”, o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.

As denúncias também podem ser encaminhadas para o telefone (88) 3673-7042, da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Itapipoca. O sigilo e o anonimato são garantidos.

Feminicídio para a lei brasileira

No Brasil, o feminicídio é definido legalmente como o homicídio praticado contra a mulher por razões da sua condição de sexo feminino, conforme alterado pela Lei nº 13.104/2015 no artigo 121, § 2º, VI, do Código Penal.

São enquadrados como feminicídio os casos envolvendo violência doméstica e familiar ou menosprezo/discriminação à condição de mulher, além de situações específicas como: crime cometido por parceiro ou ex-parceiro; durante a gravidez ou até 3 meses após o parto; contra menor de 14 anos, maior de 60 anos ou com deficiência; na presença de ascendente/descendente; ou com ocultação / mutilação do corpo.

Tipificado como crime hediondo, o feminicídio tem pena de 20 a 40 anos de reclusão (Lei nº 14.994/2024), superior ao homicídio qualificado comum. Isso reflete a gravidade da violência de gênero, como no caso recente de Ana Karolina Sousa em Itapipoca, investigado nessa modalidade.

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