A Raízen informou em seu balanço do terceiro trimestre da safra 2025/26 que tem ativos à venda em seu negócio de açúcar, etanol e bioenergia (EAB) no valor de R$ 4,974 bilhões. Essas operações, porém, carregam passivos de R$ 4,277 bilhões, o que resulta em um valor líquido à venda de R$ 697 milhões.

A informação aparece na nota explicativa 12 das demonstrações financeiras do terceiro trimestre divulgadas na quinta-feira (12). A empresa, que teve prejuízo líquido de R$ 15,6 bilhões no trimestre, passou a classificar alguns ativos não circulantes como “mantidos para venda” quando “a venda é altamente provável e o ativo, ou o grupo de ativos, está disponível para venda imediata em suas condições atuais, sujeito apenas aos termos habituais e costumeiros aplicáveis à venda”.
O valor dos ativos à venda é divulgado considerando-se o menor valor entre o seu valor contábil e o valor justo líquido das despesas de venda.
Dos ativos à venda, R$ 1,936 bilhão referem-se a indústrias de açúcar e etanol (“imobilizado”) e R$ 373 milhões a canaviais (“ativos biológicos”). Por outro lado, o negócio carrega R$ 1,5 bilhão em passivos de arrendamento de terras, de longo prazo (não circulantes).
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Raízen teve prejuízo de R$ 15,6 bilhões no terceiro trimestre de 2025/26
A companhia também classificou como ativos à venda no negócio de EAB R$ 1,4 bilhão em usinas de geração de energia solar (“imobilizado”) e R$ 608 milhões em contas a receber de clientes de sua comercializadora de energia, entre outros.
Até o momento, a Raízen já acertou a venda de R$ 5 bilhões em ativos. Boa parte das vendas de usinas de cana-de-açúcar negociadas nos últimos meses foi concluída no último trimestre, como foi o caso das usinas Leme, Rio Brilhante e Passatempo, além dos canaviais da Usina Santa Elisa.