
Em um cenário de forte pressão na oferta, os preços da soja ensaiaram alguma reação nesta semana. Esse movimento, no entanto, não deve dar liquidez às vendas antecipadas da oleaginosa no país, que devem mesmo seguir em ritmo lento.
Segundo análise da Royal Rural, até o momento, os sojicultores brasileiros negociaram 34% da safra 2025/26 que está em fase de colheita. Nessa mesma época do ano passado, o percentual era de 41%.
Segundo Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural, a semana foi marcada por altas no preço da soja em Chicago, que por sua vez ajudou a impulsionar os valores no mercado interno. Em algumas regiões do Rio Grande do Sul, por exemplo, a saca registrou alta de até R$ 3. Valorização que foi insuficiente para garantir um fluxo maior na comercialização.
“O preço em Chicago subiu, e isso melhorou o valor aqui no Brasil. Por outro lado, o prêmio no porto variou bastante, dificultando as vendas da safra”, disse Fernandes.
“Muitos produtores também só querem ir ao mercado com a aceleração da colheita, e como ela está atrasada, isso travou também o ritmo dos negócios”, acrescentou o analista.
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De acordo com a Royal Rural, a colheita no Brasil chegou a 13,7% da área, aquém dos 27,3% colhidos nessa mesma época do ano passado.
Ainda segundo Fernandes, ainda com pouca soja disponível até o pico da colheita no país, as tradings estão pagando um prêmio maior em relação aos exportadores. Por fim, o analista acredita na manutenção do quadro de vendas antecipadas mais lentas, com grande parte do mercado esperando a redução das chuvas para que a colheita volte a acelerar nos campos.





