
A Comissão Representativa dos Produtores de Tabaco assinou, nesta sexta-feira (13/2), um protocolo de negociação com a empresa JTI para reajuste linear na tabela de preços mínimos da safra 2025/26. O acordo foi firmado durante reunião na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul (RS).
Segundo o documento, foi acertado um reajuste de 7,06% para o tabaco tipo Virgínia e de 6,56% para o tipo Burley. A nova tabela de valores será divulgada, em breve, aos produtores integrados da JTI.
Para o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, o resultado demonstra a importância do diálogo responsável e da firmeza na defesa dos produtores.
“A assinatura deste protocolo representa um avanço importante para os produtores, pois garante reajuste linear e maior previsibilidade para a safra 2025/26. Seguimos atuando com responsabilidade e firmeza nas negociações, sempre defendendo a valorização da produção e condições mais justas aos agricultores familiares”, destacou.
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Segundo a JTI, a assinatura do protocolo reafirma o compromisso com previsibilidade, segurança e valorização do trabalho realizado nas propriedades. “Estamos muito satisfeitos por, mais uma vez, termos chegado a um acordo com as entidades representativas dos produtores. A JTI entende que o momento da comercialização do tabaco é um dos pontos mais altos da safra para os produtores e naturalmente gera grande expectativa”, comentou Roberto Macedo, líder da Operação de Tabaco em Folha da JTI.
Além da JTI, a Comissão esteve reunida com a empresa BAT. No entanto, o percentual de reajuste proposto para a tabela não foi aceito, por ser abaixo do esperado pelos produtores, além de não ser linear, ou seja, não contemplar todas as classes da mesma forma.
Em encontros anteriores com outras empresas, como Alliance One, CTA, Philip Morris, China Brasil Tabacos, Universal Leaf, Premium Tabacos, Marasca, Brasfumo e UTC, também não houve acordo ou as companhias não tinham propostas para apresentar.
As entidades que integram a Comissão ressaltam que esperam que as empresas fumageiras revejam suas propostas, em conformidade com o que estabelece a Lei da Integração (Lei nº 13.288/2016) e reforçam que permanecem abertas ao diálogo, desde que as tratativas avancem com base em critérios técnicos e respeito aos fundamentos do sistema integrado.
Durante as negociações, também foi reiterada a necessidade de que as empresas deixem junto ao produtor um comprovante da classificação realizada no galpão, evitando divergências quando o produto chegar à empresa. Em caso de qualquer irregularidade, a Fetag-RS orienta que os produtores procurem o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de seu município.
A Comissão Representativa dos Produtores de Tabaco é formada pela Afubra e pelas Federações da Agricultura (Farsul e Faesc) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.





