A Pilgrim’s Pride (PPC), companhia norte-americana de frango controlada pela JBS, registrou lucro líquido de US$ 87,9 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 62,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme balanço financeiro. Com isso, a empresa fechou 2025 praticamente estável, com lucro de US$ 1,08 bilhão.
A receita líquida alcançou US$ 4,52 bilhões no quarto trimestre, avanço de 3,33% no comparativo anual. No acumulado de 2025, a receita cresceu 3,46% para US$ 18,5 bilhões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado caiu 21% no quarto trimestre, para US$ 415,1 milhões. Já no total de 2025, este resultado atingiu US$ 2,27 bilhões, alta de 2,5%.
“Durante 2025, as condições de mercado permaneceram atrativas, uma vez que os custos de produção se mantiveram relativamente estáveis e a acessibilidade do frango continuou a ser um fator importante para os consumidores”, afirmou Fabio Sandri, CEO da Pilgrim’s, em nota.
Segundo a companhia, o portfólio de produtos frescos da se beneficiou da forte demanda nos setores de varejo e foodservice. O volume comercializado, tanto em alimentos prontos para consumo quanto em aves pequenas, cresceu acima da média do setor. As aves grandes foram favorecidas por aumento de rendimento e maior eficiência de custos.
Na avaliação do Citi, o resultado da Pilgrim’s referente ao quarto trimestre não apresentou surpresas. Para o banco, a lucratividade caiu em uma base comparativa que contava com um “boom” ocorrido em 2024, onde o mercado tinha condições mais favoráveis.
“Por enquanto, os sinais de demanda permanecem construtivos — o frango continua se beneficiando da acessibilidade em comparação com a carne bovina — e a variação de mix da PPC oferece um piso de ciclo contínuo mais alto do que em ciclos anteriores”, disse Renata Cabral, analista do Citi, em relatório.
Para este ano, a especialista acredita que alguns dos principais pontos de atenção para a Pilgrim’s são o desempenho do México e o andamento dos mercados de soja e milho, que influenciam nas vendas e custos da empresa.