
As exportações brasileiras de produtos do agronegócio somaram US$ 10,8 bilhões em janeiro, queda de 2,2% em relação ao valor registrado no primeiro mês do ano anterior, segundo informou nesta quinta-feira (12/2) o Ministério da Agricultura.
Em nota, a Pasta disse que apesar do aumento do volume exportado em 7%, houve queda do preço médio em 8,6%. Apesar do recuo no faturamento com exportações do agro, esse foi o terceiro maior resultado da série histórica para meses de janeiro.
Os seis principais setores exportadores pelo agro brasileiro no mês foram carnes, com US$ 2,58 bilhões e incremento de 24% em relação a janeiro de 2025. Na sequência vem complexo soja, com vendas de US$ 1,66 bilhão, e acréscimo de 49,4%. As exportações de produtos florestais alcançaram US$ 1,38 bilhão, decréscimo de 8,8% em relação a janeiro de 2025).
No caso das exportações de cereais, farinhas e preparações, o Brasil faturou US$ 1,12 bilhão, com alta de 11,3% em relação a janeiro de 2025). Em relação às vendas de café, o faturamento chegou a US$ 1,10 bilhão, e decréscimo de 24,7% em relação a janeiro de 2025. Por fim, o complexo sucroalcooleiro fechou janeiro com US$ 0,75 bilhão em vendas, com recuo de 31,8%.
O ministério chamou a atenção para os embarques de carne bovina in natura, item de maior valor exportado em janeiro, com US$ 1,3 bilhão e 231,8 mil toneladas, com embarques destinados a 116 países. Em janeiro, as compras dos Estados Unidos do produto cresceram 93%.
Por sua vez, as importações de produtos do agronegócio somaram US$ 1,7 bilhão, um decréscimo de 11,2%, resultando em superávit de US$ 9,2 bilhões (-0,4%).
O ranking dos três principais compradores de produtos agropecuários brasileiros segue inalterado, com a China mantendo a liderança (US$ 2,1 bilhões, 20% das exportações totais), seguida pela União Europeia (US$ 1,7 bilhão, 11% das exportações totais) e pelos Estados Unidos (US$ 705 milhões, 6,6% das exportações totais).
Entre os mercados que ampliaram suas compras no período, destacam-se Emirados Árabes Unidos (aumento de US$ 127,3 milhões, 58,5%), Turquia (aumento de US$ 72,2 milhões, 72,18%), Filipinas (aumento de US$ 67,2 milhões, 90%), Irã (aumento de US$ 66,4 milhões, 21,5%), Iêmen (aumento de US$ 51,6 milhões, 336,9%), Iraque (aumento de US$ 43,2 milhões, 38,2%), Chile (aumento de US$ 43,2 milhões, 29,1%), Arábia Saudita (aumento de US$ 42,6 milhões, 21,6%), Japão (aumento de US$ 42,3 milhões; 19,8%) e Marrocos (aumento de US$ 41,5 milhões, 56,3%).





