Retomando a tendência de baixa na bolsa de Nova York, o cacau encerrou o pregão desta segunda-feira (9/2) com preços em forte queda. Os contratos da amêndoa com entrega para março recuaram 2,26%, a US$ 4.102 a tonelada.
O site “Mercado do Cacau” afirma que as cotações permanecem em canal de baixa, refletindo a redução da demanda. Grandes companhias do setor de chocolates, como Mondelez e Hershey, reportaram quedas significativas nas vendas trimestrais, de 9,4% e 5%, respectivamente, o que reforçou o sentimento negativo entre os investidores, segundo a publicação.
Além disso, o site menciona um excesso de oferta nos principais produtores mundiais. Na Costa do Marfim, líder na produção global, 100 mil toneladas de cacau estariam “paradas” nos portos do país à espera de compradores. Já em Gana, por sua vez, há relatos de pelo menos 50 mil toneladas retidas nos portos.
“Além dos entraves logísticos, há preocupação com a deterioração contínua do produto no interior do país, o que pode comprometer a qualidade da safra”, destou análise do site.
Café
Em dia de ajustes técnicos, o café registrou valorização em Nova York. Os papéis para março, que na última sessão caíram quase 4%, avançaram 1,11% nesta segunda, para US$ 2,9985 a libra-peso.
As cotações estão em um momento de baixa no cenário internacional em razão das projeções cada vez mais otimistas para a safra do Brasil, maior produtor mundial da variedade robusta.
Suco de laranja
O suco de laranja disparou na sessão desta segunda também pautado por ajustes técnicos. Os contratos do produto concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) para março subiram 6,30%, a US$ 1,6885 a libra-peso.
Açúcar
Nos negócios do açúcar em Nova York, os contratos do demerara para março fecharam em alta de 1,70%, a 14,35 centavos de dólar a libra-peso.
Algodão
O algodão também se valorizou no pregão desta segunda. Os contratos para março subiram 0,90%, a 61,61 centavos de dólar a libra-peso.