A soja começou o primeiro pregão da semana na bolsa de Chicago com preços em queda, com o mercado passando novamente a precificar os fatores relacionados com a oferta. Os lotes para março recuaram 0,40% nesta segunda-feira (9/2), negociados a US$ 11,1075 o bushel.
Na última semana, a soja ganhou impulso com novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicano disse que a China pode comprar 20 milhões de toneladas dos EUA em 2025/26. Segundo análise da T&F Consultoria Agroeconômica, esse é um movimento que não tem forças para se sustentar no curto prazo.
“A alta recente em Chicago é majoritariamente especulativa, ancorada na narrativa de maior demanda chinesa por soja dos EUA. Porém, os fundamentos físicos não confirmam a escassez. O Brasil está colhendo uma safra recorde, as exportações do país estão em ritmo acelerado, e na Argentina não há quebra consolidada, mesmo com o registro de alguns problemas climáticos”, destacou a T&F, em boletim.
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Trigo
Em meio a um quadro favorável de oferta, o trigo permaneceu com preços mais baixos em Chicago. Os lotes para março fecharam em baixa de 0,19%, para a US$ 5,2875 o bushel.
As informações sobre a safra da Rússia – maior exportador mundial de trigo – elevam a expectativa com a oferta do cereal neste ano. O Ministério da Agricultura russo deve manter zerado o imposto para exportação de trigo do país.
Além disso, conforme divulgou a consultoria Granar, o governo da Rússia disse que 97% da safra de inverno no país está em boa condição, versus 87% reportados no ano passado.
Milho
O milho se manteve com preços deprimidos em Chicago em meio à expectativa de ampla oferta. Os contratos para março fecharam em queda de 0,35%, com a cotação de US$ 4,2875 o bushel.