A ADM, uma das maiores empresas de agronegócio do mundo, fechou 2025 com novo recorde no processamento de soja no Brasil. A companhia encerrou o ano com o processamento de pouco mais de 5,4 milhões de toneladas de soja, o que representou um crescimento de 4% em relação a 2024.
A multinacional informou que também registrou recorde nas operações de refino e envase de óleo de soja. No ano, a ADM teve aumento de 1,5% no volume de óleo refinado e de 1% no volume de óleo de soja envasado.
Segundo a multinacional, unidades industriais de Rondonópolis (MT), Campo Grande (MS), Uberlândia Agro (MG) e Ipameri (GO) alcançaram seus maiores volumes históricos de processamento.
“Os resultados de 2025 refletem a consistência da estratégia operacional da ADM no Brasil e os investimentos contínuos em eficiência e na expansão de nossas fábricas no país, com o objetivo de diversificar a oferta de produtos e agregar valor em todas as etapas do processo”, afirmou Andreieli Pinto, vice-presidente de operações América do Sul da ADM.
A companhia também informou ter registrado desempenho recorde no esmagamento de soja na América do Sul. Globalmente, a companhia encerrou 2025 com aumento de 1,7% no processamento de oleaginosas, totalizando 36,3 milhões de toneladas.
“Alcançar volumes recordes de esmagamento de soja é resultado de uma operação industrial e logística robusta, de processos confiáveis e de iniciativas assertivas para fortalecer nossa atuação ao longo da cadeia, aliando o aumento da produção à preservação por meio de práticas de agricultura sustentável e sistemas rigorosos de verificação”, afirmou Pinto.
Nos últimos anos, a ADM investiu na expansão de três das sete plantas industriais de produção de farelo e óleo de soja no Brasil, com ampliações conduzidas nas localidades Campo Grande (MS), Porto Franco (MA) e Uberlândia (MG). Com as adaptações, as unidades acrescentam cerca de 400 mil toneladas de capacidade de esmagamento por ano.
Essas unidades ficaram paradas parte do ano de 2025, para a instalação de equipamentos e testes. A expectativa é que as unidades operam com capacidade total em 2026.
A companhia anunciou nessa semana que encerrou 2025 com lucro líquido de US$ 1,1 bilhão, em queda de 40% em relação ao ano anterior. O lucro ajustado foi de US$ 1,7 bilhão. O lucro operacional no esmagamento teve queda de 81% no ano, para US$ 159 milhões, 2025, para US$ 159 milhões, pressionado pelo aumento da oferta global, principalmente na América do Norte e América do Sul, segundo o balanço da ADM.