A declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um possível aumento de demanda de soja pela China ainda mexe com as cotações na bolsa de Chicago. Os contratos para março subiram 1,83%, cotados a US$ 11,1225 o bushel nesta quinta-feira (5/2).
De acordo com análise da consultoria Granar, o mais recente anúncio de Trump voltou a impactar os contratos futuros. Ontem, o presidente disse que a China se comprometeu a comprar 20 milhões de toneladas de soja americana no atual ciclo de 2025/2026. O governo chinês, no entanto, não confirmou nenhuma intenção de compra.
“Por ora, os investidores preferem acreditar que as declarações do presidente levarão a uma resposta concreta da demanda chinesa e que isso ajudará a reverter o atraso anual que afeta as exportações de soja dos EUA”, disse a Granar, em boletim.
Mesmo com a indicação de que a demanda americana pode aumentar, a consultoria diz que é preciso aguardar a confirmação das compras. Além disso, a safra de soja esperada para o Brasil – maior produtor e exportador mundial – é um contraponto aos movimentos de alta do grão na bolsa.
“Uma análise mais imparcial da situação sugere cautela, não apenas pela natureza errática das declarações públicas de Trump, mas também porque, sazonalmente, o mercado entrou no período em que a soja brasileira é o foco das atenções dos compradores, com a safra projetada para ser, mais uma vez, recorde”, completou a Granar.
Milho
O preço do milho subiu na bolsa de Chicago em meio a ajustes técnicos. Os papéis para março fecharam em alta de 1,28%, com a cotação de US$ 4,35 o bushel.
Trigo
O trigo encerrou as negociações na bolsa de Chicago com preços em alta. Os lotes para março avançaram 1,61%, para a US$ 5,3525 o bushel.