
A mais recente conversa entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, ditou o rumo dos preços da soja na bolsa de Chicago nesta quarta-feira (4/2). Os papéis do grão com entrega para março subiram 2,49%, a US$ 10,9225 o bushel.
A soja abriu a sessão em queda, mas mudou de direção no fechamento depois que Trump revelou detalhes da conversa ao telefone com o presidente chinês. Em sua rede social Truth Social, o republicano escreveu que houve “a consideração da China em adquirir produtos agrícolas adicionais, incluindo o aumento da cota de soja para 20 milhões de toneladas na safra atual. Eles também se comprometeram com a compra de 25 milhões de toneladas para a próxima safra [2026/27]”, disse o presidente dos EUA na postagem.
A cota mencionada por Trump diz respeito as 12 milhões de toneladas que os EUA disseram que negociariam com a China no final de outubro do ano passado. Cálculos de analistas consideram que esse volume já foi alcançando em janeiro, restando assim outras 8 milhões a serem exportadas para a China até agosto.
Para Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, a fala de Trump “deu ânimo ao mercado, que necessitava de boas notícias para sair da faixa lateral que se encontrava há tempos e garantir mais liquidez”.
Em nota, a consultoria Royal Rural disse que os investidores em Chicago precificaram a expectativa de aumento na demanda.
“Ainda não é contrato assinado, mas é sinal político forte, vindo direto dos dois presidentes. Em um mercado vendido [apostando na queda nos preços] e buscando gatilho, isso foi suficiente para puxar a soja quase 4% para cima em poucas horas”, disse a consultoria.
Milho e trigo
Alheio aos fatores que direcionaram a movimentação da soja, milho e trigo tiveram pouca oscilação em Chicago. Os papéis do milho para março fecharam em alta de 0,23%, com a cotação de US$ 4,2950 o bushel. Nas negociações do trigo, os contratos com o mesmo vencimento caíram 0,38%, para a US$ 5,2675 o bushel.






