O preço do café registrou forte queda na bolsa de Nova York, com investidores vendo um bom momento para a próxima safra no Brasil. Os contratos do grão arábica com entrega para março cederam 3,84% nesta sexta-feira (30/1), a US$ 3,3225 a libra-peso.
De acordo com Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, os valores do café na bolsa vem perdendo terreno nesta semana em meio às previsões que apontam clima regular para as lavouras do Brasil em fevereiro.
“Estamos vendo nos últimos dias o registro de chuvas em áreas produtoras que são seguidas por períodos de sol. A planta adora essa condição, e é muito em função disso que as projeções para a safra 2026 seguem positivas. Existe um consenso no mercado de que o Brasil colherá uma produção acima de 70 milhões de sacas”, disse Bonfá.
De acordo com ele, um dos poucos contrapontos a esse momento de preços mais baixos para o café é o andamento das exportações do Brasil, que segue em ritmo fraco. “Devemos exportar 2,8 milhões de sacas este mês, em comparação com as 3,1 milhões de dezembro. A oferta mundial deve sentir o impacto dessa redução”, frisou o analista.
Suco de laranja
O suco de laranja despencou na bolsa de Nova York. Os lotes do produto concentrado e congelado para março caíram 6,63%, cotados a US$ 2,1110 a libra-peso.
Segundo Andres Padilla, analista do Rababonk, as cotações são direcionadas pelos sinais de consumo em baixa nos EUA, a ainda a perspectiva de recuperação dos estoques de suco de laranja para este ano
Açúcar
Nos negócios do açúcar demerara em Nova York, os lotes com entrega para março fecharam em forte queda, de 2,93%, a 14,27 centavos de dólar a libra-peso.
Algodão
O algodão fechou a sessão em Nova York com preços em leve queda. Os contratos para março recuaram 0,49%, a 63,17 centavos de dólar a libra-peso.
Cacau
O cacau fechou a sessão na bolsa de Nova York com preços em leve queda. Os contratos da amêndoa com entrega para março caíram 0,29%, a US$ 4.165 a tonelada.