Os futuros do cacau iniciaram esta quinta-feira (29/1) com leve alta na bolsa de Nova York, em um movimento de recuperação depois de terem atingido os menores preços dos últimos dois anos. Há também compras de oportunidade, à medida que os valores da amêndoa ficam mais competitivos aos investidores. Às 10h11, o contrato com vencimento para março subia 0,63%, para U$S 4.176 por tonelada.
“As tendências de curto prazo são de mistas a negativas (para os preços). Uma grande colheita da safra principal é esperada na África Ocidental e as chuvas têm sido positivas para as lavouras ultimamente”, disse Jack Scoville, analista da Price Futures, sobre o cacau.
Em contrapartida, segundo o especialista, condições predominantemente secas são relatadas nas regiões produtoras de cacau da Costa do Marfim, o que contribui para dar algum suporte aos preços.
No mercado de algodão, os contratos para março transitaram entre os campos positivo e negativo em Nova York, sem uma tendência definida. Os preços estavam estáveis às 10h11, a 63,73 centavos de dólar a libra-peso.
O açúcar demerara, por sua vez, seguiu o movimento de queda registrado na véspera e recuava 0,61%, cotado a 14,62 centavos de dólar a libra-peso.
“Há boa oferta no mercado devido às boas condições de cultivo de cana e beterraba em todo o mundo. A perspectiva de um grande excedente global na safra 2025/26 manteve o mercado na defensiva, com o aumento da produção na Índia e na Tailândia previsto para elevar a oferta, especialmente para o açúcar branco, enquanto o consumo global deve permanecer estável”, afirmou Scoville.
O café com vencimento para março era negociado a US$ 3,5045 a libra-peso, queda de 0,16% em Nova York. Traders monitoram o andamento das exportações e as expectativas de oferta nos principais produtores globais, Brasil e Vietnã.