
O cacau retomou a trajetória de queda na bolsa de Nova York, olhando novamente para fatores como boa perspectiva de oferta e demanda mais fraca. Os lotes da amêndoa para março tiveram baixa de 6% nesta sexta-feira (23/1), a US$ 4.201 a tonelada. Esse é o menor preço em dois anos, segundo cálculos do Valor Data.
As notícias recentes no mercado, indicando maior oferta e demanda retraída, têm sido o principal vetor de queda para o cacau no cenário externo. A semana termina com um dado que joga ainda mais pressão de baixa para as cotações.
Hoje, a Organização Internacional do Cacau (ICCO) disse que os estoques globais da amêndoa na safra 2024/25 aumentaram 4,2% em relação ao ano anterior, atingindo 1,1 milhão de toneladas.
Também prevalece a tendência de queda para o cacau diante de condições favoráveis ao desenvolvimento da safra intermediária no oeste africano, onde a colheita deve começar em meados de abril.
Café
O café se valorizou, puxado pelo contexto macroeconômico. Os contratos do grão arábica com entrega para março subiram 0,92%, a US$ 3,5090 a libra-peso.
Análise da consultoria Barchart destaca que o café avançou na sessão devido à valorização do real em relação ao dólar. Esse cenário de câmbio tende a desencorajar as exportações do principal fornecedor mundial, o Brasil, reduzindo a disponibilidade no mercado.
Açúcar
Nos negócios do açúcar demerara em Nova York, os lotes com entrega para março fecharam em queda de 1,54%, a 14,73 centavos de dólar a libra-peso.
Suco de laranja
O suco de laranja seguiu com preços em alta na bolsa Nova York mesmo após um avanço de 7% na véspera. Os contratos do produto concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) para março subiram 0,27% na sessão de hoje, cotados a US$ 2,1940 a libra-peso.
Algodão
O algodão fechou o dia com preços em leve queda. Os contratos para março recuaram 0,11%, a 63,81 centavos de dólar a libra-peso.






