
Se nas redes sociais a trend “2016 x 2026” revela mudanças de estilo e comportamento dos usuários, fora dela, mais especificamente no campo, a transformação também é evidente. Em uma década, o agro brasileiro ganhou escala, inovação e protagonismo dentro e fora do país.
O valor arrecadado com as exportações, por exemplo, totalizou US$ 169,2 bilhões entre janeiro e dezembro de 2025, conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), enquanto o montante em 2016 foi 50% menor: US$ 84,9 bilhões.
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Outro destaque positivo também envolve o comércio exterior. Há 10 anos, Brasil e Estados Unidos concluíram o acordo que autorizou a abertura do mercado norte-americano à carne bovina in natura, após tratativas iniciadas em 1999. E em 2025, 282,3 mil toneladas da proteína, o equivalente a US$ 1,67 bilhão, foram enviadas ao país mesmo diante do tarifaço de 40% imposto por Donald Trump entre agosto e novembro.
Navio de carga
Foto: Canva/Creative Commons
Além do negócio firmado na América do Norte, missões ao Japão, Itália, Rússia, Inglaterra, Suíça, Armênia e Israel foram concluídas com sucesso, resultando na abertura ou ampliação de mercados para mais produtos agropecuários.
Confira abaixo quais foram os itens mais vendidos e comprados, além da evolução do setor ao longo da última década*:
Produtos mais exportados (em valor)
2016
Complexo soja (US$ 25.418.638.076);
Carnes (US$ 14.210.419.050);
Complexo sucroalcooleiro (US$ 11.342.740.322);
Produtos florestais (US$ 10.239.864.319);
Café (US$ 5.471.623.640).
2026
Complexo soja (US$ 52.894.193.063);
Carnes (US$ 31.806.927.441);
Produtos florestais (US$ 16.516.884.795);
Café (US$ 16.081.924.252);
Complexo sucroalcooleiro (US$ 15.061.260.231).
Quem mais comprou produtos do Brasil (em valor)
2016
China (US$ 20.830.863.092);
União Europeia (US$ 15.415.433.617);
Estados Unidos (US$ 6.256.925.809);
Japão (US$ 2.438.813.039);
Irã (US$ 2.133.948.200).
2026
China (US$ 55.299.998.731);
União Europeia (US$ 25.209.244.940);
Estados Unidos (US$ 11.404.676.085);
Vietnã (US$ 3.587.236.671);
Japão (US$ 3.259.225.993).
Produtos mais importados (em valor)
2016
Cereais, farinhas e preparações (US$ 3.133.207.243);
Produtos florestais (US$ 1.466.354.897);
Produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos (US$ 1.354.554.557);
Pescados (US$ 1.156.694.399);
Produtos oleaginosos – exclui a soja (US$ 823.141.402).
2026
Cereais, farinhas e preparações (US$ 3.601.212.269);
Produtos oleaginosos – exclui a soja (US$ 1.894.616.829);
Produtos florestais (US$ 1.874.878.185);
Pescados (US$ 1.491.887.137);
Bebidas (US$ 1.291.826.688).
Quem mais vendeu produtos ao Brasil (em valor)
2016
Argentina (US$ 3.311.295.582);
União Europeia (US$ 2.213.217.191);
Estados Unidos (US$ 1.438.394.782);
China (US$ 1.124.735.085);
Chile (US$ 1.042.194.607).
2026
Argentina (US$ 4.136.099.087);
União Europeia (US$ 3.927.555.310);
Paraguai (US$ 1.605.075.589);
China (US$ 1.595.379.138);
Chile (US$ 1.585.230.711).
Principais produtos (toneladas colhidas)
Milho
Foto: Canva/Creative Commons
2016
Cana-de-açúcar (728,5 milhões)
Soja (95,7 milhões)
Milho (63,3 milhões)
Mandioca (23,7 milhões)
Laranja (15,9 milhões)
2026**
Cana-de-açúcar (702,9 milhões)
Soja (166 milhões)
Milho (141,7 milhões)
Mandioca (19,8 milhões)
Laranja (15,6 milhões)
*Dados retirados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio (Agrostat).
**Safra 2024/25






