
Após determinar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a Papudinha, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma referência indireta, mas bem-humorada, ao fato, em São Paulo, ao dizer que já tinha “feito o que tinha que fazer”.
A declaração foi captada em imagens, nessa quinta-feira (15), durante a cerimônia de colação de grau da 194ª turma da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), da qual o ministro foi o paraninfo.
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O magistrado do Supremo não citou diretamente o nome do ex-presidente, mas foi bastante aplaudido na sequência. Durante o discurso, Alexandre de Moraes comentou, em tom descontraído, sobre o tempo das falas realizadas ao longo da solenidade. Ao observar que nenhum dos oradores havia respeitado os minutos previamente definidos pela organização do evento, o ministro afirmou que já tinha “feito o que tinha que fazer”. Embora não tenha citado nominalmente Jair Bolsonaro, a frase foi interpretada como uma alusão indireta à decisão judicial tomada horas antes e provocou aplausos do público presente.
A declaração ocorreu poucas horas depois de Alexandre de Moraes assinar a decisão que determinou a transferência de Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para a Papudinha, onde o ex-presidente deverá cumprir pena em condições de Sala de Estado Maior. Até então, Bolsonaro permanecia detido nas dependências da Polícia Federal no Distrito Federal.
De acordo com o STF, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por ter liderado a trama golpista investigada e julgada pela Corte. A transferência para a Papudinha foi determinada com base nos critérios legais que regem o cumprimento da pena e as prerrogativas associadas ao cargo anteriormente ocupado pelo ex-presidente.
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Alexandre de Moraes determinou, nessa quinta, a transferência de Bolsonaro para a Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, a chamada Papudinha. Até então, o ex-presidente cumpria pena de 27 anos e 3 meses de prisão, por ter liderado a trama golpista, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).
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