O preço do cacau subiu na bolsa de Nova York motivado por ajustes técnicos após a cotação registrar queda de 12% na última sexta-feira (9). Nesta segunda (12), os papéis com vencimento em março fecharam em alta de 1,83%, para US$ 5.443 a tonelada.
O cacau estava propenso a novas altas no curto prazo, diante da inclusão do produto no índice de commodities da Bloomberg, que na teoria aumentaria a demanda por contratos da amêndoa. Segundo análise do site Mercado do Cacau, como parte desse movimento já estava precificado, investidores optaram por reduzir posições, fato que deve favorecer a retomada do movimento de queda nos preços.
Esse sentimento é reforçado pelas condições de safra no oeste da África, principal região produtora de cacau do mundo. O “Mercado do Cacau” lembra que a melhora das condições na região sustenta projeções de recuperação parcial da produção.
Acompanhe as cotações de commodities agrícolas. Acesse aqui
Agricultores da Costa do Marfim relataram que as chuvas atípicas recentes elevaram o potencial produtivo das árvores para os meses de fevereiro e março, período crucial para o desempenho final da safra, que se estende de outubro a março.
“Com a combinação de demanda fraca, ajuste técnico e sinais de melhora na oferta, o mercado de cacau segue em um momento de forte sensibilidade, com os próximos dados de moagem podendo definir a direção dos preços no curto prazo”, destaca a publicação.
Algodão
O preço do algodão subiu na bolsa de Nova York após cortes nas estimativas de produção global e dos Estados Unidos. Os contratos da pluma com entrega para março subiram 0,78%, a 64,91 centavos de dólar por libra-peso.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reduziu hoje, em 0,3%, sua estimativa mensal para produção global da pluma em 2025/26, para 26 milhões de toneladas. Para os estoques mundiais, houve redução de 2%, com volume previsto de 16,22 milhões de toneladas.
Para os EUA, onde as projeções impactam diretamente as cotações na bolsa, o USDA revisou para baixo sua projeção de safra no país, para 3,03 milhões de toneladas, ou 2,5% a menos que o esperado em dezembro.
A alta nos preços do algodão só não foi maior porque os dados de produção no Brasil amenizaram o quadro de oferta. O departamento prevê que o país deve seguir na liderança mundial das exportações de algodão, com 3,16 milhões de toneladas, mesmo número projetado há um mês.
Café
O café seguiu sob pressão de baixa em Nova York após o recuo de 4% na última sessão. Nesta segunda-feira, os lotes do arábica para março fecharam em queda de 0,45%, para US$ 3,5605 a libra-peso.
Suco de laranja
No mercado de suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês), os contratos para março fecharam a sessão em forte queda, de 4,05%, para US$ 1,9540 a libra-peso.
Açúcar
O açúcar demerara fechou o dia com preços em leve queda. Os contratos para março recuaram 0,34%, para um valor de 14,84 centavos de dólar a libra-peso.