A CHS, maior cooperativa agrícola e de energia dos Estados Unidos, registrou no primeiro trimestre fiscal (encerrado em 30 de novembro) um lucro líquido de US$ 260,5 milhões, um aumento de 6,4% na comparação anual.

Porém, a receita da cooperativa teve queda de 4,3%, para US$ 8,9 bilhões. Os resultados refletiram uma melhora no negócio de combustíveis, que contribuiu com margens melhores e compensou a piora no desempenho do negócio de grãos.
Com a melhora das margens de refino de petróleo nos Estados Unidos e o aumento da área de colheita de grãos no país, que elevou a demanda por diesel, o negócio de energia da CHS registrou um lucro antes de impostos de US$ 152,3 milhões no primeiro trimestre fiscal, um crescimento de nove vezes na comparação com o mesmo período da temporada anterior.

Já o segmento agrícola da CHS foi penalizado pela redução das margens de esmagamento de soja e de trigo de primavera e pela queda das exportações americanas de soja. O lucro antes de impostos do negócio caiu 78,3%, para US$ 36,2 milhões.

Segundo Jay Debertin, presidente e CEO da CHS, o mercado agrícola “continua a ser desafiado tanto pela dinâmica de mercado global como pelo ambiente de gastos mais apertados para os produtores”.

A queda do resultado agrícola foi atenuada pelas melhores margens de exportação de milho para alguns mercados, pelo aumento do volume de exportação do grão, e pelas margens melhores de produção de etanol e de canola.

Por sua vez, o negócio de “agronomia” da CHS, que engloba a venda de produtos de nutrição vegetal, defensivos e fertilizantes, registrou um aumento de 30,9% em seu lucro antes de impostos, para US$ 36,8 milhões. A melhora foi determinada pelas boas condições de mercado dos fertilizantes nitrogenados.