Após encerrar o pregão anterior com alta de 1,02%, a soja opera com leve recuo na abertura da Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (8/1). Os contratos para março registram queda de 0,21%, cotados a US$ 10,6475 por bushel refletindo, sobretudo, a realização de lucros por parte dos investidores. Entre os fatores que seguem pressionando as cotações estão as perspectivas favoráveis para a safra da América do Sul, onde já tiveram início os trabalhos de colheita no Brasil.
As perdas, no entanto, encontram limite no avanço das compras chinesas de soja norte-americana. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as exportações de soja na semana encerrada em 1º de janeiro recuaram 9% em relação ao período anterior, mas apresentaram crescimento de 17% na média, totalizando 1,11 milhão de toneladas. A China foi o principal destino, com 397,1 mil toneladas. As vendas líquidas, por sua vez, caíram 26% na comparação semanal e 42% em relação à média.
Milho
O milho acompanha o movimento da soja e também registra leve baixa em Chicago. Os contratos para março recuam 0,17%, negociados a US$ 4,4600 por bushel. O mercado reflete a retirada parcial de ganhos acumulados ao longo da semana e o aumento da oferta por parte dos produtores, que buscam aproveitar os recentes avanços de preços.
O desempenho das exportações dos Estados Unidos e a expectativa de que o USDA possa reduzir a estimativa dos estoques finais norte-americanos no relatório mensal, previsto para a próxima segunda-feira (12/1), contribuem para limitar as perdas.
Segundo o USDA, os embarques de milho dos Estados Unidos somaram 1,4 milhão de toneladas na última semana, volume 12% inferior à média das quatro semanas anteriores. As vendas líquidas atingiram o menor nível do ano comercial, com queda de 49% em relação à semana anterior e de 76% frente à média, totalizando 377,6 mil toneladas.
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Trigo
Os contratos de trigo com entrega para março caem 0,39%, cotados a US$ 5,1600 por bushel.
As exportações norte-americanas de trigo na semana encerrada em 1º de janeiro recuaram 60% em relação à semana anterior e 65% na média das últimas quatro semanas, segundo o USDA. O volume embarcado foi de 172 mil toneladas, tendo as Filipinas como principal destino, seguidas por México, Japão e Haiti. As vendas líquidas cresceram 24% na comparação semanal, somando 118,7 mil toneladas, embora o volume represente queda de 55% frente à média.
A queda, no entanto, é limitada por fatores geopolíticos, diante da ausência de avanços nos planos de paz para a região do Mar Negro e do aumento das tensões entre os Estados Unidos e a Rússia, conforme aponta a consultoria Granar. Questões climáticas também contribuem para o movimento, como a falta de umidade em áreas produtoras de trigo de inverno nos Estados Unidos e a ocorrência de frio intenso em regiões produtoras da Rússia.