8 de janeiro: manifestações em defesa da democracia são convocadas para esta quinta-feira

Nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, manifestações em defesa da democracia mobilizam trabalhadores, movimentos sociais e centrais sindicais em diversas cidades do Brasil, exatamente três anos após os ataques golpistas que depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

As manifestações, que adotam o lema “Em defesa da democracia, sem anistia para golpistas, pelo veto ao PL da dosimetria”, relembram a violência extremista de 2023 e pressionam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo veto ao chamado Projeto de Dosimetria, que abrandaria penas de condenados pelos atos golpistas – incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O governo federal promove cerimônia simbólica no Salão Nobre do Palácio do Planalto, também nesta quinta, com presença de Lula e lideranças progressistas, seguida de saudação pública na rampa. Lula deve anunciar o veto ao PL da Dosimetria durante o evento, transformando-o em gesto político contra a impunidade. Presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, ausentam-se.

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Em Brasília, há concentração às 8h na Via N1, frente ao Planalto, com credenciamento único no Ministério da Justiça e proibição de mastros e garrafas. No Ceará, atos ocorrem em diferentes municípios, inclusive Sobral e Juazeiro do Norte; em São Paulo, Largo de São Francisco; Rio, Cinelândia; além de outras capitais, como Belém (17h, Boulevard da Gastronomia), João Pessoa (16h, Busto de Tamandaré) e Curitiba (17h, Praça Santos Andrade).

Os eventos de 2023 envolveram invasão e destruição com planos de ruptura institucional, incluindo ameaças de morte a Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes. Julgamentos no STF responsabilizaram mais de 1.190 pessoas, marco histórico na defesa do Estado Democrático de Direito.

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O PL da Dosimetria, aprovado no Congresso em dezembro de 2025, limita penas a um único crime mais grave em múltiplas condenações, reduzindo regime fechado e facilitando progressão, beneficiando inclusive Jair Bolsonaro. Críticos veem inconstitucionalidade e estímulo à impunidade na proposta.

8 de janeiro de 2023

Em 8 de janeiro de 2023, apoiadores extremistas de Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes do Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e Palácio do Planalto em Brasília, em uma tentativa de golpe de Estado para impedir o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, empossado uma semana antes.

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Milhares de bolsonaristas acampados no Quartel-General do Exército marcharam à tarde, rompendo barreiras policiais com leniência de alguns agentes do DF. Por volta das 15h, grupos invadiram o Congresso (Salão Verde), Planalto (até o 3º andar) e STF (plenário destruído), quebrando vidros, roubando objetos e incendiando gramados.

Ônibus fretados por empresários levaram manifestantes de vários estados aos acampamentos pós-eleições de 2022, que pediam intervenção militar. Investigação da PGR e STF revelou planejamento organizado, com mensagens sobre “última esperança” de golpe e envolvimento de militares e financiadores.

Lula decretou intervenção federal na segurança do DF às 17h50, exonerando o secretário Anderson Torres, preso depois por omissão. Forças de segurança desocuparam os prédios com gás e bombas após horas, deixando rastro de destruição em obras de arte, móveis e documentos.

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