
O Parque Zoobotânico de Fortaleza está na reta final para reabrir suas portas após obras iniciadas em 2023, e os animais já começam a se adaptar aos novos habitats. Atualmente, o zoológico abriga 276 animais de 88 espécies, incluindo novidades como Charlene, a anta trazida do norte do país em outubro, e Tupan, a onça-pintada macho que chegou em novembro. “A gente observa que o felino já se adaptou no refúgio de animais”, explicou a equipe responsável, destacando o cuidado dedicado à integração dos animais no novo espaço.
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Uma das maiores conquistas recentes do zoológico é o nascimento de um filhote de Bugio da Caatinga em 8 de dezembro. A espécie, endêmica do Nordeste e ameaçada de extinção, teve sua reprodução em ambiente controlado considerada inédita. “A maior conquista foi o bem-estar dos animais, que conseguimos manter, apesar de ter uma reforma longa. Ela foi longa justamente para isso, mas aumentamos a qualidade de vida daqueles animais”, afirmou Raphael Martins, diretor de conservação da Urbfor.
Além dos macacos, o parque recebeu araras de diferentes zoológicos e centros de triagem. “A gente está tentando fazer o pareamento desses animais para que eles consigam conviver no mesmo espaço, no mesmo ambiente, em harmonia. E a gente consiga ter o objetivo, como por exemplo aqui no caso do bugio da Caatinga, que é a reprodução”, explicou Martins, reforçando o sucesso das ações de adaptação e integração.
O viveiro das serpentes, que abriga exemplares como pítons albinas e jiboias, passou por reformas visíveis, e o parque conta agora com 49 recintos adaptáveis a novos animais. Apesar da estrutura física concluída, a equipe mantém cautela, já que alguns animais ainda não estão acostumados à presença humana. “É muito importante a gente ter a noção de que o foco aqui não é a visitação dos seres humanos. Aqui funciona como um refúgio para a fauna brasileira, para a vida silvestre”, disse Martins.
A chefe da veterinária, Patrícia Vasconcelos, destacou que muitos animais do zoológico vieram de situações de maus-tratos e não poderiam ser devolvidos à natureza. “Esses animais foram direcionados para o zoológico e a gente precisa fazer essa adaptação, para que eles consigam ter convivência, estejam aptos a receber visitação e desempenhar as diversas funções que um zoológico pode ter, da educação ambiental ao lazer”, explicou.
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Os projetos de educação ambiental, principalmente voltados para a visitação de crianças, devem ser retomados em breve. “A ideia inicial, com espaços imersivos e interativos, está mantida. Mas a prioridade ainda é o bem-estar de quem vive no refúgio, ou seja, dos animais”, afirmou Martins, ressaltando que a preservação e o cuidado com as espécies são a base da reabertura.
Com trilhas acessíveis e infraestrutura moderna, o Zoológico de Fortaleza se prepara para receber o público oferecendo aprendizado, lazer e contato direto com a fauna brasileira. O parque, além de preservar espécies ameaçadas, representa um exemplo de como obras e investimentos podem aliar conservação ambiental e educação, proporcionando experiências únicas para visitantes de todas as idades.
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