
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou o balanço anual dos registros de agrotóxicos e afins concedidos ao longo de 2025. Ao todo, o Brasil fechou o ano com 912 registros concedidos, sendo 323 produtos técnicos, categoria destinada exclusivamente ao uso industrial, sem comercialização direta ao agricultor.
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Além disso, o ano foi marcado pela liberação de 162 produtos classificados como bioinsumos, o maior quantitativo já registrado no país, abrangendo produtos formulados biológicos, microbiológicos, bioquímicos, extratos vegetais, reguladores de crescimento e semioquímicos, divulgou a pasta.
O Ministério destacou também o registro de seis novos produtos técnicos inéditos e 19 produtos formulados à base de ingrediente ativo novo, o que “reforça a modernização do portfólio fitossanitário disponível no país”.
Foram registrados os seguintes ingredientes ativos novos: Ipflufenoquina, Fluoxastrobina, Fluazaindolizine, Isopirazam, Fenpropidin e Ciclobutrifluram.
Segundo o Ministério, o número de registros concedidos não está diretamente relacionado ao volume de defensivos aplicados na agricultura, já que a demanda pelo uso desses insumos depende de fatores como área cultivada, pressão de pragas, condições climáticas e sistemas de manejo. “Dados nacionais indicam que, em 2024, 58,6% das marcas comerciais de agrotóxicos químicos registradas e 13,6% dos ingredientes ativos não chegaram a ser comercializados”.
Processo de registro
O processo de registro de agrotóxicos no Brasil envolve análises técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), quanto aos impactos à saúde humana; do Ibama, quanto aos riscos ambientais; e do Mapa, quanto à eficiência, eficácia e praticabilidade agronômica. O registro final é concedido após o parecer favorável dos três órgãos.






