Na primeira sessão de 2026 na bolsa de Chicago, a soja manteve a tônica do fim do ano passado e registrou a quinta queda consecutiva. Nesta sexta-feira (2/1), os contratos do grão com vencimento em março tiveram baixa de 0,17%, cotados a US$ 10,4575 o bushel.
Acompanhe as cotações de commodities agrícolas. Acesse aqui
Com a virada do ano, as atenções do mercado agora se voltam para a safra sul americana de soja. A importância do Brasil – maior exportador mundial de soja – cresce neste início de 2026, a partir dos primeiros registros da colheita no país.
Conforme noticiado pela Dow Jones Newswires, os contratos futuros de soja permanecem sob pressão, já que as previsões meteorológicas indicam uma safra abundante. No Brasil, a AgResource espera uma produção acima de 180 milhões de toneladas de soja este ano. A empresa destacou, em um relatório, que as condições climáticas nas próximas três a quatro semanas ajudarão a determinar o tamanho da safra.
Outro fator que mantém os preços em baixa é a demanda fraca chinesa pelo grão neste momento.
Diante da consolidação da tendência de queda para a soja, a AgResource diz que apenas problemas com a safra podem voltar a dar fôlego para as cotações no médio prazo.
“Será necessário um choque de oferta provocado pelas condições climáticas para sustentar uma tendência de alta nos preços”.
Milho e trigo
Milho e trigo também registraram preços mais baixos na sessão, com oscilações praticamente estáveis. Os futuros do milho para março caíram 0,62%, para um valor de US$ 4,3750 o bushel. Em relação ao trigo, os futuros com o mesmo vencimento fecharam em baixa de 0,10%, para US$ 5,0650 o bushel.
Para ambos os cereais, a ampla oferta continua a exercer pressão de baixa para os preços futuros na bolsa.