Jornal britânico Financial Times cita reeleição de Lula entre previsões para 2026

O jornal britânico Financial Times incluiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre suas apostas políticas para 2026, apontando o petista como favorito na disputa presidencial de outubro, no Brasil. O cenário é apresentado em uma lista anual de previsões publicada às vésperas do Ano-Novo, na qual o veículo faz 20 projeções para o ano seguinte, incluindo eventos eleitorais em diferentes países.

Na análise, o Financial Times afirma que Lula entra na corrida com vantagem e é o mais provável vencedor, “salvo se ocorrer um problema de saúde de última hora”, chegando à eleição aos 80 anos. O jornal destaca que o presidente deve se beneficiar de uma economia considerada robusta e da desorganização do campo oposicionista, em especial dentro da direita bolsonarista.

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O texto atribui o favoritismo de Lula aos bons resultados econômicos obtidos pelo governo, como crescimento e melhora de indicadores internos, e ao fato de a institucionalidade no Brasil ter resistido a turbulências políticas recentes. A publicação também menciona que setores conservadores acabaram cometendo “gols contra”, ao defenderem medidas externas prejudiciais ao país (em alusão à articulação pelo tarifaço dos EUA), o que teria ajudado Lula a se posicionar politicamente.

O Financial Times cita ainda a tensão entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao longo de 2025, avaliando que o petista soube explorar esse embate em termos de narrativa interna. Segundo o jornal, Lula tende a capitalizar o discurso de defesa da soberania brasileira e de proteção da economia nacional diante de tarifas e sanções discutidas pelo governo norte-americano.

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A previsão do Financial Times contrasta com o editorial recente da revista The Economist, que sugeriu que Lula não deveria disputar a reeleição em 2026, principalmente por causa da idade avançada. Integrantes do governo e aliados reagiram ao texto da revista britânica, argumentando que o verdadeiro incômodo de parte do mercado internacional estaria nas políticas voltadas à redução da desigualdade e à ampliação de investimentos sociais no Brasil.

Pronunciamento

Lula, no último dia 24, fez um pronunciamento de Natal em rede nacional de rádio e televisão, no qual avaliou 2025 como “um ano difícil, com muitos desafios”, mas marcado por vitórias do povo brasileiro. Em uma fala de cerca de seis minutos, Lula afirmou que o país encerra o ano mais forte, apesar das adversidades, destacando que “todos que torceram ou jogaram contra o Brasil acabaram perdendo”.

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Logo na abertura do discurso, o presidente adotou um tom de balanço e celebração. “Vencemos mais um ano”, disse, ao afirmar que o período foi histórico para o país. Segundo Lula, o grande vencedor de 2025 foi o povo brasileiro, que, de acordo com ele, colheu resultados concretos de políticas sociais e econômicas implementadas ao longo do ano.

Um dos principais pontos destacados foi a saída do Brasil do mapa da fome. Lula lembrou que o país havia deixado essa condição em 2014, mas voltou a ela nos anos seguintes, chegando a ter 33 milhões de pessoas sem acesso adequado à alimentação. “Estar neste mapa significa que muita gente no país não tem o que comer”, afirmou, ao atribuir a reversão do cenário à retomada do Bolsa Família, ao apoio à agricultura familiar e à valorização do salário mínimo.

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