O governo brasileiro informou nesta quarta-feira (31/12) que tomou conhecimento da decisão da China de aplicar uma medida de salvaguarda às importações globais de carne bovina e “acompanha o tema com atenção”. A ação passa a valer a partir de amanhã (1/1) e terá duração prevista de três anos.
De acordo com comunicado do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o governo atua de forma coordenada com o setor privado e seguirá em diálogo com as autoridades chinesas, tanto no âmbito bilateral quanto no da Organização Mundial do Comércio (OMC). O objetivo é mitigar os efeitos da salvaguarda e defender os interesses do setor produtivo brasileiro.
A China foi responsável por 52% das exportações brasileiras de carne bovina em 2024, consolidando-se como o principal destino do produto. O Brasil, por sua vez, é o maior fornecedor de carne bovina ao mercado chinês.
No comunicado, o governo destacou que o setor pecuário brasileiro tem contribuído de forma contínua para o abastecimento alimentar da China, com produtos submetidos a controles sanitários rigorosos ao longo dos últimos anos.