Os contratos futuros de soja iniciam esta segunda-feira (24/11) em baixa na bolsa de Chicago, após acumularem quase US$ 1 por bushel de valorização desde meados de outubro, segundo análise de Luiz Pacheco, da TF Consultoria Agroeconômica. Os contratos com entrega para janeiro, mais negociados atualmente, caem 0,71%, a US$ 11,1700 por bushel.

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Entre os fatores de baixa, Pacheco destaca o grande volume de posições compradas pelos fundos, que pode ser liquidado a qualquer momento, e a baixa probabilidade de a China acelerar compras nos EUA devido ao prêmio mais alto da soja americana.

Relatórios favoráveis do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) e forte demanda pelo esmagamento nos EUA limitam a desvalorização. Para a consultora Naomi Blohm, da Total Farm Marketing, o mercado deve acompanhar de perto o ritmo das exportações americanas e o clima na América do Sul. Ela observa ainda que, apesar de sinais positivos, não há acordo formal com a China sobre novas compras.

Os papeis de milho com entrega para março, os mais negociados, caem 0,57%, a US$ 4,3500 por bushel. O movimento se deve à queda do preço do petróleo e à previsão do Conselho Internacional de Grãos (IGC) para a produção global de grãos em 2025/26, estimada em 2,43 bilhões de toneladas, um aumento de 5 milhões de toneladas, aponta Pacheco. Os relatórios de exportação divulgados pelo USDA no fim da última semana limitam as quedas.

O trigo, por sua vez, cai 1,2% nos contratos para março, a US$ 5,3325 por bushel. Pacheco aponta que as vendas de trigo americano para a China não impediram a desvalorização, e que “há poucos motivos para esperar um aumento significativo na demanda por trigo dos EUA quando a Argentina, Rússia e União Europeia estão com preços mais baixos”. O que limita a queda do trigo, segundo a consultoria, é a redução na produção russa, que ainda irá aumentar sua taxa de exportação. Além disso, a expectativa é que os preços de soja e milho possam oferecer algum suporte.