
Uma vaca que adotou uma ovelha tem chamado atenção. O caso foi registrado em Jacareí e começou depois de um período difícil para Amabel, uma mini vaca que perdeu o primeiro filhote aos oito meses de gestação.
Leia mais:
Conheça Churrasco, o boi que virou influencer e tem mais de 90 mil seguidores
Personagem de livro e famoso na internet: quem era o Galo Fu, que morreu aos seis anos
Gaúcha cuida de galinha resgatada de enchente no Rio Grande do Sul: ‘Um anjo’
Em entrevista à Globo Rural, a proprietária, Kamily, conta que o aborto afetou o comportamento da vaca, que passou dias parada no curral, recusando comida e evitando o pasto. Mesmo com a porteira aberta, ela não se afastava da baia e seguia circulando pelo local como se ainda procurasse o bezerro.
A família então decidiu procurar um filhote para que Amabel pudesse cuidar. A primeira opção seria um mini bezerro, mas a busca se mostrou praticamente impossível na região.
A alternativa foi encontrar um animal pequeno que despertasse o instinto materno que a vaca ainda demonstrava. A escolha acabou recaindo sobre uma ovelhinha recém-nascida, a Manu.
A decisão também levou em conta outro morador da propriedade: José Alfredo, um carneirinho resgatado anteriormente. Ele nasceu de uma gestação de trigêmeos e foi rejeitado pela mãe. Kamily o criou na mamadeira e, desde então, ele vive solto pelo sítio. A chegada de uma ovelha fêmea seria uma futura companhia para ele, além de uma chance de Amabel retomar o comportamento habitual.
Initial plugin text
A família encontrou a filhote em uma fazenda próxima e levou o animal para apresentar à mini vaca. A adaptação, segundo Kamily, foi mais rápida do que esperavam. Amabel reconheceu o cheiro do próprio bezerro no couro usado para facilitar a aceitação e imediatamente passou a seguir a ovelhinha pelo pasto, adotando um comportamento típico de proteção materna. Manu aprendeu até mesmo a mamar na vaca.
Com o tempo, a vaca voltou a comer e a circular normalmente pela propriedade. A presença da nova “filha” devolveu a rotina e a disposição que ela tinha antes da perda.
Para Kamily, a experiência confirmou a importância de observar de perto o estado emocional dos animais, especialmente em casos de perda gestacional. “Ela é muito amorosa. Quando vimos que estava desistindo de comer, percebemos que precisávamos agir”, conta.






