
A receita com vendas do Syngenta Group, controlado de insumos agrícolas pelo grupo chinês Sinochem, ficou estável no segundo trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, em US$ 7,2 bilhões. O aumento das vendas da unidade de sementes compensou a redução das vendas da unidade do grupo na China.
Saiba-mais taboola
O resultado operacional, medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 37,5%, para US$ 1,1 bilhão.
A receita com vendas da unidade de proteção de cultivos (Syngenta Crop Protection) ficou estável em US 3 bilhões. Já a receita da unidade de sementes (Syngenta Seeds), subiu 10%, para US$ 1,1 bilhão, assim como a da Adama, empresa com sede em Israel focada em defensivos pós-patente, cujas vendas também, cresceram 10% para US$ 1,1 bilhão. Já as venda do Syngenta Group China recuaram 3,8%, para US% 2,5 bilhões.
Resultado do semestre
No semestre, a receita do Syngenta Group ficou estável em US$ 14,5 bilhões, enquanto o Ebitda subiu 24%, para US$ 2,5 bilhões.
No segmento de proteção de cultivos, as vendas do semestre cresceram em todas as regiões, exceto na América Latina e no Brasil, onde caíram 145 e 5%, respectivamente. Apesar do resultado, a empresa comemorou a aprovação do Tymirium no Brasil.
No segmento de sementes, as vendas no Brasil cresceram 10%, embora na América Latina tenham caído 5%. Em outros continentes, os resultados foram mistos.
Já a Adama viu um aumento de suas vendas globais, apesar da redução das vendas na América Latina.
Segundo a companhia, embora o faturamento global do semestre tenha sido impactado negativamente pelas variações cambiais, o resultado operacional do semestre foi beneficiado pela estratégia da companhia de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, pela gestão de custos, pelo aumento da produtividade e pela eficiência operacional.
Projeções
Para o segundo semestre, a companhia disse esperar vendas e margens estáveis com a estabilização no mercado de defensivos agrícolas.
O Syngenta Group disse ainda que as tarifas e as condições de mercado em transformação não devem impactar “materialmente” o desempenho da companhia neste ano, e que a empresa se beneficia de flexibilidade em seu processo fabril, com uma rede global de produtos.